domingo, 31 de março de 2019

NOTA INFORMATIVA SOBRE O BLOG

O Blogue "A Mística Gloriosa" passará a integrar a plataforma "Benfica Independente". De realçar que as publicações passarão a ser exclusivamente publicadas no novo site a título indefinido. Obrigado a todos. 

Ontem, hoje, amanhã e sempre, 

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domingo, 10 de fevereiro de 2019

Muda aos 3 acaba aos... 10!

Talvez hoje seja o dia mais fácil para se ser benfiquista. A maior goleada do Benfica em casa em 55 anos. 10-0. E por isso, hoje, será uma crónica mais em jeito de dedicatória e agradecimento. 

Não havia melhor forma de “honrar” aquele que durante anos serviu o Benfica de forma exímia. Uma prenda de anos que não poderia ser melhor. Aliás, podia. Se tivesse lá estado a pessoa que mais merecia este “estrondoso” 10-0: Fernando Chalana. 

Hoje foi o dia dos 10: 10 de fevereiro, 10-0, regresso do nosso número 10 (Jonas) com um bis, nota 10 para Bruno Lage e os seus jogadores e, como não poderia faltar, nota 10 para todos aqueles que se movimentaram de Norte a Sul e de Sul a Norte (Casas do Benfica nomeadamente) para estarem presentes neste final de domingo numa partida que acabou por ser fenomenal. 

Hoje, foi caso para dizer que: “Melhor era difícil, ou impossível”. Tudo correu bem, é verdade. Mas por detrás de todo este sucesso há um nome a ser destacado: Bruno Lage (e obviamente toda a sua equipa técnica). Quando aqui no blogue se falou em “urgir uma mudança”, falou-se de algo que era inevitável, e que, mais tarde, só se veio a confirmar. É importante fazer esta ressalva porque Bruno Lage veio trazer tudo aquilo que o Benfica precisava: aliar a noção tática à aposta na tão talentosa formação. A prova disso é a estreia a titular de Ferro pela equipa principal e o “lançamento” de Florentino Luís em mais uma partida que encheu as medidas a todos aqueles que ansiavam há muito por outro Benfica. Tal como Bruno Lage disse hoje percebeu-se que o Benfica são as pessoas. Tanto falou na “reconquista do público” e hoje, percebeu-se a sua importância. Será impossível alguém não se sentir orgulhoso e satisfeito com o Benfica que apresentamos dentro de campo! Um Benfica à Benfica. 

Hoje foi uma partida que nos deu uma valente injeção de moral para o que aí vem. Hoje é dia para festejar e agradecer mas sempre conscientes que hoje foram só mais 3 pontos. Sem euforias, rumo ao nosso objetivo principal: o 37.º campeonato.

Por fim,

Para si, Senhor Chalana! 





quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

Novo dérbi, nova vitória (com sabor a pouco...)

Estádio da Luz. Quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019. 1ª mão da meia-final da Taça de Portugal. O segundo dérbi em 3 dias. Desta vez, a contar para a Taça de Portugal.



O Benfica recebeu o Sporting na partida a contar para a 1ª mão da Taça de Portugal. Na última vez que ambas as equipas se cruzaram nesta prova (2015/16), o Benfica foi eliminado após prolongamento em Alvalade por duas bolas a uma. 
Ambas as equipas continuaram a não poder contar com os mesmos jogadores que falharam o último jogo.


Estádio da Luz antes do início da partida

Novo dérbi, nova vitória. Contudo, foi uma vitória menos brilhante que a de domingo. Depois de domingo, dificilmente a equipa do Sporting apareceria na Luz com um rendimento mais baixo. No onze inicial Marcel Kaizer apresentou 5 alterações face ao último jogo. Bruno Lage apenas fez duas alterações: uma forçada (a do guarda-redes: Vlachodimos a cumprir castigo por Svilar) e uma opcional (Rafa por Salvio). A equipa orientada por Marcel Kaizer demonstrou logo desde início uma outra atitude face à do último jogo. A equipa leonina entrou nos instantes iniciais com uma pressão alta bem visível. Apesar disso, o primeiro remate à baliza pertenceu a Seferovic, ainda fora da área, o suiço preparou um remate que passou perto do poste direito da baliza defendida por Renan depois de um desvio de Coates. 4 minutos depois, num contra-ataque bem elaborado por Seferovic, Salvio e Pizzi, nasceria o 1º golo do Benfica por intermédio de Gabriel.


Gabriel a celebrar o seu 1º golo com a camisola do Benfica


Aos 38 minutos, Bruno Lage foi forçado a fazer uma alteração. Jardel pediu substituição por, ao que tudo indica, uma lesão muscular. Entraria então a opção mais óbvia do banco, o que, nos levava para uma estreia. A estreia de Ferro pela equipa principal. "Sai o capitão da equipa A, entra o capitão da equipa B".


A substituição de Jardel por Ferro. A estreia de Ferro aos 21 anos pela equipa principal


A partida manteve-se equilibrada com quase nenhumas ocasiões para ambos os lados mas com o marcador a indicar a vantagem mínima para o Benfica.


Estatísticas do jogo ao intervalo por:


Na segunda parte, o Benfica voltou como terminou a primeira parte: relaxado. A equipa do Sporting foi ganhando então mais confiança e começava a crescer ligeiramente no jogo. Aos 56 minutos, Wendel na cara de Svilar atira a bola ao lado da baliza defendida pelo belga numa ocasião flagrante de golo. No lance seguinte, de bola parada, Rúben Dias quase repetia a proeza de há três dias atrás mas cabeceou a bola à figura do guardião brasileiro. Instantes depois acabaria por acontecer o 2-0. Rúben Dias descobre Pizzi num passe vertical que coloca a bola em Seferovic na ala esquerda. O suíço vira o jogo para João Félix que num cruzamento acaba por atirar a bola contra Tiago Illori atraiçoando assim o guarda-redes leonino. 


 
João Félix depois do segundo golo do Benfica


O Benfica colocava-se então numa posição mais confortável no marcador quando faltava pouco mais de meia-hora para o término do jogo. Ainda esteve perto de dilatar a vantage no marcador mas Grimaldo não acertou na baliza depois de um cruzamento de Seferovic. Aos 74 minutos o Sporting esteve perto de fazer o primeiro através de Wendel depois de Luiz Phellype ter servido o brasileiro de cabeça mas a bola passou ao lado da baliza de Svilar. O jogo ia caminhando para o fim e aos 81 minutos, depois de uma falta de Cervi, Bruno Fernandes cobrou um livre direto de forma exímia e reduziu a vantagem do Benfica para um golo. 
3 dias depois, menos 3 golos na partida. 2-1 no marcador com uma segunda mão para ser jogada dia 3 de abril em Alvalade.



Estatísticas no final do jogo por: GoalPoint


Algumas notas:
  • A equipa perdeu o controlo do jogo e deixou o seu estado emocional tomar conta da partida, o que, obviamente, acabou por retirar alguma confiança e segurança no jogo.
  • O meio-campo de Samaris e Gabriel é cada vez mais consistente. A presença do brasileiro e a sobriedade do grego dominam o meio-campo benfiquista. Bruno Lage consegue então retirar o melhor de um 8 a jogar a 6 e “recuperar” Gabriel que se encontra numa progressão constante.
  • A segurança que Svilar oferece na baliza está a léguas da de Vlachodimos. É notória a dúvida e as tomadas de decisões algo estranhas do jovem belga. Chega, mas não sobra...
  • Bruno Lage promoveu a alteração de Salvio por Rafa, mas, o argentino acabou por não dar a melhor resposta. Nota-se alguma falta de forma física de Salvio que, em forma, é sem dúvida uma peça fundamental na equipa.
  • 2-1 é um resultado perigoso. Sofrer qualquer golo na 2.ª mão forçar-nos-á a marcar um golo. Por isso, teremos que ir ao outro lado da Segunda Circular com as “antenas ligadas”.
  • 8 jogos, 7 vitórias. O contador mantém-se ativo e o rácio de Bruno Lage é bem positivo (com jogos de grande calibre).


8º jogo oficial de Bruno Lage como técnico da equipa principal do Benfica
De 0 a 10:

  • Svilar - 6
  • André Almeida - 6,5
  • Rúben Dias - 7
  • Jardel - 6,5
  • Grimaldo - 6,5
  • Samaris - 6,5
  • Gabriel - 7,5
  • Pizzi - 7
  • Salvio - 6
  • João Félix - 7
  • Seferovic - 7
  • Ferro - 6,5


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domingo, 3 de fevereiro de 2019

Enfim, à Benfica!

3 meses depois, de volta ao meu "refúgio". O porquê da ausência? Difícil explicar. Um sentimento de revolta que me roubou a paixão de escrever o que sentia. Essencialmente, descrever o que sentia. O sentimento de que o tal "refúgio" estava bem distante do mundo cibernauta. Hoje, quando se cumprem 92 dias desde o meu último 'post', sinto-me novamente capaz de dar continuidade ao que havia deixado "pendente". 


Alvalade. Domingo, 3 de fevereiro de 2019. 20ª jornada da Liga NOS. Deslocação do Benfica ao estádio do maior rival de Lisboa naquele que foi o segundo dérbi nesta época. 


O Benfica deslocou-se a Alvalade para defrontar um rival que já conquistou um troféu esta temporada. O histórico de confrontos entre estas duas equipas em Alvalade apontava para um encontro muito equilibrado (e com poucos golos). 32 vitórias do Sporting e 31 vitórias do Benfica. "Puxemos então a fita" um pouco atrás no tempo: 
  • O ano passado o Benfica deslocou-se a Alvalade e o resultado do jogo acabou por se manter intacto. As equipas encontravam-se em igualdade pontual na tabela classificativa.
  • Em 2017 o Benfica entrou em Alvalade com mais 8 pontos que o rival. O jogo terminou empatado a duas bolas depois de um belíssimo golo de livro direto executado por Lindelöf.

Separados por 5 pontos, os grandes de Lisboa apresentavam baixas "pesadas". Jonas, Fejsa, Acuña e Mathieu de fora por lesão. Ristovski suspenso por ter visto cartão vermelho na partida anterior.


Foto: Ricardo Guarda


Um jogo de enorme importância para ambas as equipas no que diz respeito à tabela classificativa. Um Sporting muito atrasado pontualmente e um Benfica a não querer deixar  "fugir" o atual líder do campeonato. 


Bruno Lage no seu primeiro dérbi como treinador da equipa principal


Apesar de tudo, os "verde e brancos" apresentavam maiores fragilidades, e essas, fizeram denotar-se logo desde o princípio do jogo. O caudal ofensivo do Benfica demonstrava desde cedo quem tinha uma maior vontade (e/ou engenho) de vencer o jogo. Aos 10 minutos, depois de um grande passe de Gabriel para Grimaldo, o espanhol, pela ala esquerda, cruzou para a cabeça de Seferovic que colocou a bola no fundo das redes. Indefensável para Renan, que ficou estático no meio da baliza. Aos 21 minutos, João Félix fez um excelente golo de pé esquerdo (de fora da área), que, acabaria por ser anulado pelo VAR por uma falta do mesmo sobre o brasileiro Wendel no início da jogada. 


João Félix a comemorar o seu segundo golo frente ao Sporting esta temporada.


O Benfica foi dominando o jogo e, 15 minutos depois, num brilhante passe de Seferovic para as costas dos defesas leoninos, João Félix acabaria mesmo por deixar a sua marca no jogo ao apontar o segundo golo do Benfica na partida. 6 minutos depois, num erro individual, o Sporting acabaria por reduzir a vantagem naquela que foi a sua primeira ocasião real de golo. O jogo foi para o intervalo com o Benfica a vencer pela margem mínima.


Estatísticas do jogo ao intervalo por: GoalPoint


A segunda parte começou como terminou a primeira: com um golo. Um livre batido por Pizzi para dentro da área que teve como resposta uma cabeçada forte de Rúben Dias que voltava a deixar Renan preso ao chão. O Benfica começava da melhor maneira possível a segunda parte.


Rúben Dias no 3º golo do Benfica. O primeiro do central esta temporada.

7 minutos depois, Jardel esteve perto de "responder" a Rúben Dias com uma cabeçada após canto de Pizzi mas a bola passou ligeiramente ao lado do poste esquerdo da baliza leonina. O Benfica esteve novamente perto de dilatar a vantagem no marcador num contra-ataque onde Rafa conduziu a bola até perto da área oferecendo depois o "ónus" do remate à baliza a Pizzi. Renan defendeu o remate que acabaria por sobrar para Seferovic, que, fez o golo em posição irregular. 


Jota e Ferro foram suplentes no jogo de hoje

Aos 61 minutos, Raphinha atirou a bola ao poste da baliza do Benfica através da conversão de um livre direto. 10 minutos depois, Renan fez falta dentro da área sobre João Félix. Artur Soares Dias assinalou pontapé de grande penalidade a favor do Benfica. Pizzi foi chamado à marcação do mesmo e não falhou. 1-4 para o Benfica aos 72 minutos.


Pizzi a celebrar o quarto golo do Benfica


Aos 78 minutos foi anulado, pelo VAR, mais um golo na partida. Desta vez, à formação da casa. 3 minutos depois, Artur Soares Dias deslocou-se ao monitor que tem à sua disponibilidade para rever pormenorizadamente um lance onde considerou haver razão para assinalar grande penalidade a favor do Sporting. Após revisão, expulsou também Vlachodimos (que falhará o jogo de quarta-feira frente ao Sporting a contar para a 1ª mão da Taça de Portugal). Bas Dost converteu a grande penalidade para o Sporting e fez o 2-4. Após 8 minutos de compensação serem jogados o árbitro deu a partida por finalizada e o Benfica somou 3 pontos importantes na luta pelo título.


Estatísticas no final do jogo por: GoalPoint



Algumas notas:

  • Bruno Lage repetiu o mesmo onze da jornada passada.
  • O melhor jogo da equipa sob as ordens de Bruno Lage ao serviço da equipa principal. A superioridade do Benfica foi evidente e o resultado foi até escasso para o que se produziu. 
  • Neste momento, a nível coletivo, é percetível um Benfica mais seguro e confiante.
  • João Félix fez um jogo irrepreensível. Que talento, que craque...
  • 7 jogos, 6 vitórias. Após a mudança de treinador o Benfica venceu todos os jogos para o campeonato e marcou 16 golos em 5 partidas.



De 0 a 10:

  • Vlachodimos - 6
  • André Almeida - 7
  • Rúben Dias - 8,5
  • Jardel - 7
  • Grimaldo - 8
  • Samaris - 6,5
  • Gabriel - 8
  • Pizzi - 8
  • Rafa - 7,5
  • João Félix - 9
  • Seferovic - 8,5


Quarta há mais! O objetivo será sempre o mesmo: ganhar, ganhar e ganhar. Honrar a camisola e o símbolo que carregam no peito.

Ontem, hoje, amanhã e sempre, 

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sábado, 3 de novembro de 2018

No limiar da decadência futebolística...

Primeiro que tudo salientar o trabalho de Ivo Vieira e da sua equipa hoje na Luz. Um Moreirense à semelhança da equipa que foi no Dragão: com personalidade e a encarar o jogo sem medo do (possível) maior poderio adversário. Do Benfica? Se há aspetos positivos só serão percetíveis após uma análise minuciosa uma vez que a exibição deixou muito a desejar... Uma das piores exibições do Benfica no estádio que há pouco mais de uma semana celebrou o 15º aniversário. Se no Jamor já havíamos tido um decréscimo do nível de jogo proveniente daquela última meia hora em Amesterdão, hoje, foi o "bater no fundo". E logo hoje, no dia em que o nosso Pai Damião celebraria os seus 113 anos de vida, ver "isto"... Sobre a equipa, pouco a dizer, o mesmo que no Jamor: atitude e desorganização (principalmente defensiva). O problema está no balneário e no banco. Se há uma semana já havia dito que era tempo de reflexão, hoje, é dia de ação. Hoje, antes que seja tarde. Rotações da equipa incompreensíveis e atrasadas. Jogadores que numa semana passam da bancada ao onze inicial. Uma espiral de acontecimentos negativos e ininteligíveis. Quando Rui Vitória se vê confrontado com "críticas extra-jogo" pretende de imediato contra-argumentar com factos. Quantas vezes este ano vimos, por qualquer motivo, Rui Vitória justificar "esta ou outra opção"? Não procura explanar decisões para os adeptos e para o público.



Na terça-feira tivemos uma entrevista de Luís Filipe Vieira à TVI onde afirmou que "Rui Vitória é o homem certo para o projeto do Benfica". 

Devemos assumir que o treinador certo para o projeto do Benfica é aquele que afirma que "temos de saber conviver com o insucesso"? É realmente esta a mensagem que deve ser transmitida aos jogadores quando algo não corre bem? Mentalidades erradas em clubes certos.


É este o Benfica que aspira ser campeão europeu quando a nível interno vai tendo uma qualidade de jogo paupérrima desde o final da época transata e soma duas derrotas consecutivas na Liga? Um Benfica que nos últimos 10 jogos da Liga dos Campeões perdeu 9. 

Um Benfica que só terminou o ano passado no 2º lugar depois de um "presente" vindo da Madeira aos 93 minutos.

Urgem "mudanças radicais" (tal e qual Grimaldo afirmou na flash interview). Quando alguém está a mais (ainda para mais dizendo-se benfiquista) tem que saber sair. Depois do Jamor e do final do jogo de hoje, vemos Rui Vitória afirmar que "Não desiste de nada por natureza, ponto". É de enaltecer a força anímica que (pelo menos) demonstra mas tudo tem um ponto final e o fim de Rui Vitória é cada vez mais inevitável. Por horas, ou por dias. Se se mantiver o atual critério da direção, espero que, se perdermos na quarta-feira, já haja uma solução, porque Rui Vitória, não poderá ser com certeza!




domingo, 28 de outubro de 2018

Sem ideias, sem resultados

Difícil decidir por onde começar. Uma equipa que tem níveis de eficácia e finalização aterrorizantes está sempre mais perto de perder do que ganhar. Hoje, o Benfica voltou a ter erros posicionais e ideias muito fracas de jogo. Mas o que custa? O que custa é passar 2 horas à chuva para ver o jogo deprimente de hoje. Um jogo onde a equipa a perder 2-0, não conseguia dominar e assumir o controlo do jogo e mostrar vontade de dar a volta. E a verdade é que Rui Vitória (mais uma vez) voltou a falhar. Em Amesterdão foi “crueldade”, hoje “parecia que por magia a bola não transpunha a linha de golo”. As “desculpas” começam a ser infindáveis e o Benfica carece de resultados e principalmente exibições positivas, uma reviravolta no panorama atual. O futebol que o Benfica tem vindo a praticar está longe de ser o mais “elegante” e/ou o mais vistoso. É um futebol que tem servido internamente (serviu até para um Porto que se apresentou mais fraco). Lá fora, quando comparado a clubes de semelhante nível, surge a diferença. É na verdade tempo de pensar. Tempo de refletir sobre o que está mal e refletir essencialmente no futuro. Se há volta a dar? Há, mas não é para durar uma época.
No balneário vê-se um plantel à imagem de Rui Vitória. Depois desta partida, depois de 2 horas à chuva a cantar, no final do jogo não há um pedido de desculpas por parte nem de jogadores nem de equipa técnica. Saída diretamente para os balneários de cabeça baixa. Um pedido de desculpas por quem realmente despendeu tempo e dinheiro para ver o seu clube perder 2-0 contra um Belenenses que tinha 4 golos em 7 jogos.

(Aos adeptos que saíram no intervalo, “vocês são uma vergonha”. Se é para ver meio-jogo, fiquem no conforto do sofá em vossa casa ou no café.)

Enfim... Ser benfiquista tem disto. A ganhar ou a perder, a fazer sol ou a chover, lá estaremos. Os eternos apaixonados... 

Chuva a cair com força durante o jogo no Estádio Nacional.


terça-feira, 11 de setembro de 2018

Um jogo à porta fechada

“O Conselho de Disciplina (CD) puniu esta terça-feira Benfica, Sp. Braga e Paços de Ferreira com a realização de um jogo à porta fechada.As interdições serão automaticamente suspensas em caso de recurso para o pleno do CD, cuja decisão costuma demorar apenas alguns dias. Depois, se as punições se mantiverem, os clubes poderão ainda contestar para o Tribunal Arbitral do Desporto (TAD). Neste caso, terão de apresentar uma providência cautelar a solicitar a suspensão do castigo e caberá ao TAD analisá-la: se a aceitar, ficarão à espera de uma decisão final, que pode demorar meses; se a recusar, o castigo será imediatamente aplicado. No caso do Benfica, a punição resulta de reincidência no arremesso perigoso de objetos com reflexos no jogo na mesma temporada. As águias já tinham sido multadas ao abrigo do artigo 183 do Regulamento de Disciplina devido a problemas causados pelos seus adeptos em Tondela, Portimão e Paços de Ferreira, e voltaram a pisar o risco em abril, na deslocação ao Estoril. A moldura penal nestes casos vai de um e a três jogos à porta fechada.”

E assim andamos... Vemos os nossos adversários na sua própria casa contra o Benfica a realizarem um arraial de pirotecnia aos olhos de Pedro Proença sem serem punidos.

Vimos um adepto invadir o campo e agredir um jogador da equipa adversária, por acaso (ou talvez não), do Sport Lisboa e Benfica. O que, resultou numa multa de 2869 euros.
Isto, abordando apenas os incidentes da época passada.

Já vimos 600 cadeiras do Estádio da Luz a arder no setor visitante em 2011 aquando da presença dos elementos da claque leonina. Um incidente que resultou num prejuízo que ascendeu a meio milhão de euros. Quase 2 anos depois, após investigações do DIAP de Lisboa o clube de Alvalade não foi condenado a pagar qualquer verba ao Benfica. Os encargos ficaram pela Luz por “falta de provas”.



Será correto começar a ponderar a realização de jogos da Seleção Nadional no Estádio da Luz?


sexta-feira, 31 de agosto de 2018

"Benfica punido com um jogo à porta fechada pelo IPDJ"

"A SIC Notícias está a avançar que o Benfica foi punido com um jogo à porta fechada pelo IPDJ (Instituto Português do Desporto e Juventude). A mesma fonte avança que o clube já foi notificado da decisão.
A decisão surge na sequência de uma queixa contra as claques e é baseada nos autos de notícia da PSP de 2017.
Os encarnados têm agora 20 dias para impugnar a decisão, que inclui ainda o pagamento de uma multa superior a 56 mil euros."
Segundo relatos avançados pela SIC Notícias e segundo o artigo do jornal 'Record' acima descrito o IPDJ terá punido o Benfica com um jogo à porta fechada em virtude das claques ilegais.

Ora, esta possível interdição (ou possibilidade) é já reincidente na "praça pública". Recuemos a 30 de julho do ano passado:


Para nos contexutalizarmos melhor sobre os atuais representates máximos desta instituição façamos então uma breve descrição sobre o Presidente do Conselho Diretivo do IPDJ: Augusto Baganha - responsável pelo Departamento de Desporto. 

Até aqui parece tudo normal até que, vejamos, Augusto Baganha: ex-atleta do Sporting Clube Portugal na modalidade de Basquetebol durante 5 anos) e ex-membro da Comissão de Horna de Bruno de Carvalho.

Augusto Baganha na IV Gala Honoris do Sporting (2017) junto da Comissão de Honra de BdC (foto:"Hugo Gil")

No que realmente resultou esta 'falsa notificação' (mas "intenção de")? Nada.

Explorando agora então este caso das "claques ilegais":
  • Segundo o artigo 46 da Constituição Portuguesa, ponto 3: 
    • "Ninguém pode ser obrigado a fazer parte de uma associação nem coagido por qualquer meio a permanecer nela"
  • Qualquer sócio/associado do Sport Lisboa e Benfica é portador de direitos. Direitos que, são exclusivos por vezes. (exemplo: prioridade sobre não associados na aquisição de bilhetes)
  • O IPDJ terá que realmente averiguar se, as claques ditas "legais" cumprem de forma minuciosa e intransigente os regulamentos durante a época desportiva. Será que Sporting e Porto asseguram uma lista atualizada e realmente organizada sobre os associados das respetivas claques? Estarão realmente a cumprir os requisitos obrigatórios?
    • (artigo 15º da lei 39/2009 - ponto 3) "O registo referido no n.º 1 é atualizado sempre que se verifique qualquer alteração quanto aos seus filiados e pode ser suspenso pelo promotor do espetáculo desportivo no caso de incumprimento do disposto no presente artigo, nomeadamente nos casos de prestação de informações falsas ou incompletas no referente ao n.º 1."
  • Será que os cerca de 3 mil adeptos visitantes que em todos os dérbies e clássicos no Estádio da Luz estão presentes são parte integrante dessas claques ou mais de metade não constam na lista? Caso Porto e Sporting cedam bilhetes em número superior ao dos filiados nas suas claques estarão a cometer uma ilegalidade:
    • (artigo 16º da lei 39/2009 - ponto 3) "Nos espetáculos desportivos integrados em competições desportivas de natureza profissional ou não profissional considerados de risco elevado, nacionais ou internacionais, os promotores dos espetáculos desportivos não podem ceder Legislação Consolidada ou vender bilhetes a grupos organizados de adeptos em número superior ao de filiados nesses grupos e identificados no registo referido no n.º 1 do artigo anterior, devendo constar em cada bilhete cedido ou vendido o nome do titular filiado"

É necessário então que o IPDJ garanta uma transparência na análise de todos os casos e que as equipas sejam realmente punidas se as leis forem infringidas, sabendo que, ter-se-á que realizar uma análise extensa e transparente.





quinta-feira, 30 de agosto de 2018

Tarefas europeias

Foi hoje realizado às 17 horas (de Portugal Continental) no Fórum Grimaldi (Mónaco) o sorteio da fase de grupos para a presente época da Liga dos Campeões. O sorteio ditou que este fosse o nosso grupo:



Data e horário dos jogos:

  • 19/09 20:00  Benfica-Bayern
  • 02/10 20:00  AEK-Benfica
  • 23/10 20:00  Ajax-Benfica
  • 07/11 20:00  Benfica-Ajax
  • 27/11 20:00  Bayern-Benfica
  • 12/12 20:00  Benfica-AEK

Um grupo que pode enganar pelo poderio e qualidade das equipas:

    • Bayern: Um 'velho conhecido'. Agora sob o comando de Niko Kovac, uma equipa recheada de talento individual e coletivo que há cerca de 2 anos e meio encontrou-se com o Benfica nos quartos-de-final. Mesma (ou maior) qualidade individual, a favorita ao primeiro lugar. É tentar a primeira vitória de sempre contra os alemães.
    • Ajax: o mítico clube holandês inesquecível. Segundo lugar do campeonato holandês mas que este ano promete ser mais forte. Blind e Tadic são dois dos jogadores que vieram acrescentar mais qualidade aos jovens talentos a emergir nos holandeses. 40M gastos em transferências neste defeso. 
    • AEK: o atual campeão grego. Respeitosamente, a equipas mais fraca do grupo e mais fraca que o PAOK, a meu ver. Apesar disso, vai causar perigos. Um "até já" à Grécia.

Uma edição da Liga dos Campeões marcada pelo aumento dos prémios de jogo (vitória ou empate) e presenças nas diversas fases:



Se o Benfica apenas não vencer o Bayern de Munique nos seus 6 jogos e ganhar os restantes 4, garantirá, 10,8M de euros.

Uma verba muito importante a juntar aos 42,95 milhões (que o Benfica garantiu após o playoff de acesso de entrada) perfarão um total de 53,75M de euros, isto, só com a presença nos 'oitavos'.


É para além desta e muitas outras razões (uma delas tentar esquecer em parte as memórias da prestação europeia do ano transato) que o Benfica pode aproveitar algum favoritismo e uma dificuldade não tão elevada para "recuperar os velhos tempos europeus". 




terça-feira, 21 de agosto de 2018

Um sonho que pode tornar-se num pesadelo

Estádio da Luz. Terça, 21 de agosto de 2018. 1ª mão do Playoff de acesso à Liga de Campeões. Receção ao PAOK depois de os gregos terem eliminado o Spartak de Moscovo na eliminatória anterior. Importante não sofrer.




O Benfica jogou contra um PAOK que outrotra já tinha eliminado bem recentemente. “Puxemos então a fita” um pouco atrás no tempo:
  • 16 avos de final Liga Europa 2013/2014: 
    • 1ª mão - O Benfica deslocou-se à Grécia onde venceu por 1-0 com um golo de Lima num jogo bem equilibrado;
    • 2ª mão - Benfica recebeu o PAOK com a vantagem mínima da primeira mão. O jogo ficou marcado pelo regresso de Katsouranis (pelo PAOK) ao Estádio da Luz. O Benfica venceu com três golos em 9 minutos na 2ª parte num jogo onde foi claramente superior

Um jogo tremendamente difícil na Grécia e outro onde fomos muito superiores ao adversário na Luz.
Ambiente da 1ª mão na Grécia 16 avos de final Liga Europa 2013/2014:




Vlachodimos, André Almeida, Jardel, Rúben Dias, Grimaldo, Fejsa, Gedson, Pizzi, Cervi, Zivkovic e Ferreyra. (Salvio na bancada por "indisposição")



O Benfica manteve (à semelhança dos últimos jogos) a intenção de criar e impôr o seu respeito no jogo como equipa favorita. Apesar de tudo, encontrou um PAOK semelhante ao Boavista de sábado. O PAOK apresentou uma pressão alta logo desde o início da partida e o Benfica não conseguiu impôr-se como desejava. Até marcou um golo bem cedo na partida mas Gedson encontrava-se em posição irregular e o árbitro assinalou bem o fora-de-jogo. Em pouco tempo o Benfica criou "um par" de oportunidades por intermédio de Pizzi, uma delas, à trave (depois de um belo 'chapéu'). Aos 44 minutos, depois de um passe rasteiro de Grimaldo para dentro de área, Gedson é empurrado pelas costas por Mauricio e o árbitro assinalou grande penalidade. Pizzi não falhou. 5ª continência da época.


Uma primeira parte totalmente dominada pelo Benfica. Um PAOK muito semelhante ao do Boavista cujo bloco acabou por ser baixo e defendeu como podia. Intervalo na partida.


Na segunda parte o Benfica entrou com tudo mais uma vez e até esteve perto de dilatar a vantagem aos 50 minutos. A partir daí entrou num rendimento decrescente. Deixou-se adormecer (mais uma vez)e aos 75 minutos o Benfica foi surpreendido após um cabeceamento de Varela à trave que ressaltou para Warda que rematou para dentro da baliza. De imediato Rui Vitória lançou João Félix e Seferovic a jogo. Os úlitmos 10 minutos foram um "acordar para a realidade" da equipa do Benfica. Ferreyra falhou um lance flagrante após um grande passe de João Félix, Seferovic falhou após um cruzamento de Gedson e João Félix no último lance da partida atirou muito perto do poste direito. Fim da partida com um empate com sabor a derrota. Um resultado que obrigará o Benfica a marcar na Grécia para se apurar no conjunto das duas mãos.



Estatísticamente falando:




Algumas notas:

  • O onze foi novamente o mesmo (como seria de esperar) do Bessa. Hoje, ficou bem clara alguma fadiga apresentada pelos jogadores (tinha avisado). E o que aí vem ainda... Sábado vai ser necessário o melhor onze de novo.
  • O Benfica estava a fazer o melhor jogo da época. Aliás fez a melhor hora de jogo da época. Um teste difícil onde conseguiu retirar temporariamente o PAOK do jogo. A última meia hora foi o que Rui Vitória já nos habituou. Falta de controlo do jogo.
  • Há uma certa altura em que Rui Vitória falha e é aí o ponto determinante desta partida. Para mim, aos 60-65 minutos, tem que retirar Cervi e colocar Alfa Semedo. Cervi mostrou mais garra e afinco que nos últimos jogos e até mesmo que Zivkovic mas, Zivkovic daria mais ao jogo naquele momento. O Benfica ganhava um meio campo mais defensivo e consciencializado. Tardou e depois teve que procurar o golo.
  • João Félix assim que entrou criou mais desequilíbrios que Cervi até agora nesta temporada. Rui, é preciso saber explorar isto!
  • Ferreyra continuou desaparecido da partida e teve poucas ações. Um ou dois lances que mereceram destaque mas nada "por aí além".
  • A ausência de Salvio fez-se notar com um jogo ingrato de Zivkovic. Ingrata também a ausência de Salvio quando parece recuperar a sua melhor forma.
  • O Benfica vai a Salonica sabendo que tem que lutar pela eliminatória. O Benfica é claramente mais forte que o PAOK. Não nos podemos nivelar com estas equipas de nível inferior. O Benfica tem jogadores com qualidade individual para golear o PAOK na Grécia na próxima semana, mesmo sabendo que estas equipas aproveitam o fator casa (forte) para fazerem golo. O próximo jogo será decisivo para o resto da época. É preciso mais da equipa quando está a ganhar e é preciso mais de Rui Vitória.

De 0 a 10:

  • Vlachodimos - 6
  • André Almeida - 6
  • Rúben Dias - 6
  • Jardel - 6,5
  • Grimaldo -6,5
  • Fejsa - 6,5
  • Gedson - 7
  • Pizzi - 7,5
  • Cervi - 7
  • Zivkovic - 6
  • Ferreyra - 5,5
  • Rafa - 6,5
  • João Félix - 6,5
  • Seferovic - 5,5

Estatísticas por: GoalPoint

É preciso mais Benfica, muito mais! Sábado há um jogo para vencer e se possível (beneficiando da má forma do adversário) golear.


Ontem, hoje, amanhã e sempre, 

P’LO SPORT LISBOA E BENFICA. 
E PLURIBUS UNUM












domingo, 19 de agosto de 2018

Nova época, mesmos costumes








Será que a Liga vai progredir assim?

4x Pizzi e o "finalmente!" argentino

Deslocação ao Bessa. Sábado, 18 de agosto de 2018. 2.ª jornada da Liga NOS. Deslocação ao Norte de Portugal para defrontar um Boavista que vinha de um resultado positivo. 3 pontos que eram essenciais.




O Benfica entrou num campo onde eram facilmente reconhecíveis dificuldades de anos transatos. “Puxemos então a fita” um pouco atrás no tempo:
  • Bessa 2017/18 - Provavelmente um dos jogos onde perdemos o Penta. O jogo que fez Bruno Varela perder o seu lugar por um determinado tempo. Derrota por 2-1 após reviravolta dos 'axadrezados'.
  • Bessa 2016/17 - Última jornada, jogo após a conquista do Tetra. Um jogo que pouco importou mas que nem o empate (aos 90’) escapou...
  • 2015/2016 - Um dos jogos fulcrais que nos deu o Tri. Em qualquer Benfiquista estas palavras irão com certeza ecoar nos ouvidos: “Levanta Eliseu, a bola bombeada para a área, é para Carcela González, é para Jonas, atirou, golo!”
Últimos três jogos: uma vitória, um empate, uma derrota. Um dos campos “fora” difíceis. Um campo passível de perda de pontos, portanto. Todos aqueles Benfiquistas que se deslocaram ao Estádio do Bessa e ficaram naquele Topo Norte foram claramente audíveis e carimbaram a vitória muito antes de ela começar a ser jogada. Incansáveis!



O Benfica manteve a sua identidade e acabou por encontrar um adversário que numa fase inicial criou algum balanço no jogo (e até esteve perto de se colocar na frente do marcador primeiro). Com o avançar do tempo, pouco a pouco, foi dominando a partida. O Benfica ia criando lances de perigo através de alguns lances individuais criativos. Os ‘boavisteiros’ fixaram-se no seu meio campo por incapacidade de processos ofensivos. “Água mole em pedra dura tanto bate até que fura” e Ferreyra aos 34 minutos lá batalhou no meio de 2 jogadores para recuperar a bola e depois, com classe e dotado de frieza, acaba por colocar a bola em arco, fora do alcance do guarda redes, dentro da baliza. Um golo com um verdadeiro sentido de “finalmente”. Estava difícil a bola entrar e Ferreyra fazer um golo pelo Benfica. Um golo que como havia dito, poderá embalá-lo a “voos mais altos”. 



Salvio poderia até ter dilatado a vantagem na cara do guarda redes aos 40 minutos mas acabou por sair apenas uma grande defesa de Helton. O jogo foi para intervalo com a vantagem mínima mas um domínio claramente encarnado.



Na segunda parte, o Benfica entrou melhor ainda e encontrou um Boavista adormecido. Era clara a vontade de alargar a vantagem. “Uma meia dúzia” de oportunidades logo nos primeiros 5 minutos da segunda parte mas nenhuma com sucesso. Entrada “a todo o gás”. Se na primeira parte o Benfica já havia dominado o jogo, na segunda, assumiu praticamente o controlo total da partida. Aos 62 minutos, Salvio “desenha” o segundo golo e Pizzi acaba por pintá-lo. 2-0 para o Benfica. Mais uma vez Salvio excelente: bem no corte, insistência e no passe atrasado para Pizzi. 



4 minutos depois esteve perto o 3-0 depois de Cervi ter cruzado para a área e Talocha quase ter colocado a bola dentro da própria baliza. Valeu Helton Leite, mais uma de muitas defesas providenciais. Aos 70 minutos, Jorge Simão esgotava as substituições da equipa da casa enquanto que o Benfica não havia feito nenhuma substituição. Aos 81 minutos Salvio e Gedson já estavam fora da partida (a pensar já no jogo de terça feira) dando lugar a Zivković e Alfa Semedo. Aos 85 minutos, teve lugar o momento que mais tarde (não muito tarde) ou mais cedo teria que acontecer. Estreia de João Félix como sénior do Benfica em campo. Para a posterioridade: "Sai Cervi, entra João Félix". 



Estava então lançado mais um produto "Caixa Futebol Campus”. Mais um “jovem” lançado por Rui Vitória. O jogo pouco ou nada deu até ao final da partida, apenas um lance em que Pizzi falhou isolado aos 90 minutos.
A partida terminou e o Benfica somou mais 3 pontos fulcrais na reconquista do campeonato nacional.




Estatísticamente falando:



Algumas notas:

  • Rui Vitória repete o seu onze sabendo que jogaremos 7 jogos em 22 dias. Talvez será altura para "rodar algumas peças"...
  • O jogo, para mim, em que o Benfica mais controlo do jogo teve até agora nesta época. Muito bem. Melhoria na 2ª parte após saída a vencer para o intervalo. 
  • Grimaldo numa melhoria exibicional constante que é de se realçar. Contudo, não teve muito trabalho defensivo. 
  • Uma pergunta pertinente que se coloca é: "Gedson aguentará com tanta falta até ao final do ano?". Deixo a resposta ao vosso critério.
  • Pizzi, o que dizer? 2 jogos, 4 golos. A continuar assim, teremos certamente um Pizzi moralizado e a progredir exibição após exibição. Será o regresso do 'Pizzi do Tetra'?
  • Salvio: o jogador amor-ódio dos adeptos. Mais um jogão. Como aqui escrevi na análise da 1ª jornada, Salvio poderá estar a recuperar o seu melhor momento no Benfica. Ontem, foi mais uma vez o 'melhor depois de Pizzi'. A continuar...
  • A ala esquerda continua a mostrar mais debilidades face à ala direita. A má forma de Cervi deverá ser tomada em conta. A rever...
  • Ferreyra finalmente fez o golo que estava "encalhado". Como havia dito também, rapidamente estará na lista de melhores marcadores, espero.
  • Tivémos um Benfica que melhorou nos seus comportamentos sem bola. Não foi uma vitória da "imponência" mas sim da consistência e trabalho sem bola.

De 0 a 10:

  • Vlachodimos - 6,5
  • André Almeida - 7,5
  • Rúben Dias - 7
  • Jardel - 7
  • Grimaldo - 7,5
  • Gedson - 7,5
  • Fejsa - 7
  • PIZZI - 8,5
  • Salvio - 8
  • Cervi - 7
  • Ferreyra - 7,5
  • Zivković - 6,5
  • Alfa Semedo - 6
  • João Félix - 6,5





Ontem, hoje, amanhã e sempre, 

P’LO SPORT LISBOA E BENFICA. 
E PLURIBUS UNUM