“O Conselho de Disciplina (CD) puniu esta terça-feira Benfica, Sp. Braga e Paços de Ferreira com a realização de um jogo à porta fechada.As interdições serão automaticamente suspensas em caso de recurso para o pleno do CD, cuja decisão costuma demorar apenas alguns dias. Depois, se as punições se mantiverem, os clubes poderão ainda contestar para o Tribunal Arbitral do Desporto (TAD). Neste caso, terão de apresentar uma providência cautelar a solicitar a suspensão do castigo e caberá ao TAD analisá-la: se a aceitar, ficarão à espera de uma decisão final, que pode demorar meses; se a recusar, o castigo será imediatamente aplicado. No caso do Benfica, a punição resulta de reincidência no arremesso perigoso de objetos com reflexos no jogo na mesma temporada. As águias já tinham sido multadas ao abrigo do artigo 183 do Regulamento de Disciplina devido a problemas causados pelos seus adeptos em Tondela, Portimão e Paços de Ferreira, e voltaram a pisar o risco em abril, na deslocação ao Estoril. A moldura penal nestes casos vai de um e a três jogos à porta fechada.”
E assim andamos... Vemos os nossos adversários na sua própria casa contra o Benfica a realizarem um arraial de pirotecnia aos olhos de Pedro Proença sem serem punidos.
Vimos um adepto invadir o campo e agredir um jogador da equipa adversária, por acaso (ou talvez não), do Sport Lisboa e Benfica. O que, resultou numa multa de 2869 euros.
Isto, abordando apenas os incidentes da época passada.
Já vimos 600 cadeiras do Estádio da Luz a arder no setor visitante em 2011 aquando da presença dos elementos da claque leonina. Um incidente que resultou num prejuízo que ascendeu a meio milhão de euros. Quase 2 anos depois, após investigações do DIAP de Lisboa o clube de Alvalade não foi condenado a pagar qualquer verba ao Benfica. Os encargos ficaram pela Luz por “falta de provas”.
Será correto começar a ponderar a realização de jogos da Seleção Nadional no Estádio da Luz?
"A SIC Notícias está a avançar que o Benfica foi punido com um jogo à porta fechada pelo IPDJ (Instituto Português do Desporto e Juventude). A mesma fonte avança que o clube já foi notificado da decisão.
A decisão surge na sequência de uma queixa contra as claques e é baseada nos autos de notícia da PSP de 2017.
Os encarnados têm agora 20 dias para impugnar a decisão, que inclui ainda o pagamento de uma multa superior a 56 mil euros."
Segundo relatos avançados pela SIC Notícias e segundo o artigo do jornal 'Record' acima descrito o IPDJ terá punido o Benfica com um jogo à porta fechada em virtude das claques ilegais.
Ora, esta possível interdição (ou possibilidade) é já reincidente na "praça pública". Recuemos a 30 de julho do ano passado:
Para nos contexutalizarmos melhor sobre os atuais representates máximos desta instituição façamos então uma breve descrição sobre o Presidente do Conselho Diretivo do IPDJ: Augusto Baganha - responsável pelo Departamento de Desporto.
Até aqui parece tudo normal até que, vejamos, Augusto Baganha: ex-atleta do Sporting Clube Portugal na modalidade de Basquetebol durante 5 anos) e ex-membro da Comissão de Horna de Bruno de Carvalho.
Augusto Baganha na IV Gala Honoris do Sporting (2017) junto da Comissão de Honra de BdC (foto:"Hugo Gil")
No que realmente resultou esta 'falsa notificação' (mas "intenção de")? Nada.
Explorando agora então este caso das "claques ilegais":
Segundo o artigo 46 da Constituição Portuguesa, ponto 3:
"Ninguém pode ser obrigado a fazer parte de uma associação nem coagido por qualquer meio a permanecer nela"
Qualquer sócio/associado do Sport Lisboa e Benfica é portador de direitos. Direitos que, são exclusivos por vezes. (exemplo: prioridade sobre não associados na aquisição de bilhetes)
O IPDJ terá que realmente averiguar se, as claques ditas "legais" cumprem de forma minuciosa e intransigente os regulamentos durante a época desportiva. Será que Sporting e Porto asseguram uma lista atualizada e realmente organizada sobre os associados das respetivas claques? Estarão realmente a cumprir os requisitos obrigatórios?
(artigo 15º da lei 39/2009 - ponto 3) "O registo referido no n.º 1 é atualizado sempre que se verifique qualquer alteração quanto aos seus filiados e pode ser
suspenso pelo promotor do espetáculo desportivo no caso de incumprimento do disposto no presente artigo,
nomeadamente nos casos de prestação de informações falsas ou incompletas no referente ao n.º 1."
Será que os cerca de 3 mil adeptos visitantes que em todos os dérbies e clássicos no Estádio da Luz estão presentes são parte integrante dessas claques ou mais de metade não constam na lista? Caso Porto e Sporting cedam bilhetes em número superior ao dos filiados nas suas claques estarão a cometer uma ilegalidade:
(artigo 16º da lei 39/2009 - ponto 3) "Nos espetáculos desportivos integrados em competições desportivas de natureza profissional ou não profissional
considerados de risco elevado, nacionais ou internacionais, os promotores dos espetáculos desportivos não podem ceder
Legislação Consolidada ou vender bilhetes a grupos organizados de adeptos em número superior ao de filiados nesses grupos e identificados no
registo referido no n.º 1 do artigo anterior, devendo constar em cada bilhete cedido ou vendido o nome do titular filiado"
É necessário então que o IPDJ garanta uma transparência na análise de todos os casos e que as equipas sejam realmente punidas se as leis forem infringidas, sabendo que, ter-se-á que realizar uma análise extensa e transparente.
Foi hoje realizado às 17 horas (de Portugal Continental) no Fórum Grimaldi (Mónaco) o sorteio da fase de grupos para a presente época da Liga dos Campeões. O sorteio ditou que este fosse o nosso grupo:
Data e horário dos jogos:
19/09 20:00 Benfica-Bayern
02/10 20:00 AEK-Benfica
23/10 20:00 Ajax-Benfica
07/11 20:00 Benfica-Ajax
27/11 20:00 Bayern-Benfica
12/12 20:00 Benfica-AEK
Um grupo que pode enganar pelo poderio e qualidade das equipas:
Bayern: Um 'velho conhecido'. Agora sob o comando de Niko Kovac, uma equipa recheada de talento individual e coletivo que há cerca de 2 anos e meio encontrou-se com o Benfica nos quartos-de-final. Mesma (ou maior) qualidade individual, a favorita ao primeiro lugar. É tentar a primeira vitória de sempre contra os alemães.
Ajax: o mítico clube holandês inesquecível. Segundo lugar do campeonato holandês mas que este ano promete ser mais forte. Blind e Tadic são dois dos jogadores que vieram acrescentar mais qualidade aos jovens talentos a emergir nos holandeses. 40M gastos em transferências neste defeso.
AEK: o atual campeão grego. Respeitosamente, a equipas mais fraca do grupo e mais fraca que o PAOK, a meu ver. Apesar disso, vai causar perigos. Um "até já" à Grécia.
Uma edição da Liga dos Campeões marcada pelo aumento dos prémios de jogo (vitória ou empate) e presenças nas diversas fases:
Se o Benfica apenas não vencer o Bayern de Munique nos seus 6 jogos e ganhar os restantes 4, garantirá, 10,8M de euros.
Uma verba muito importante a juntar aos 42,95 milhões (que o Benfica garantiu após o playoff de acesso de entrada) perfarão um total de 53,75M de euros, isto, só com a presença nos 'oitavos'.
É para além desta e muitas outras razões (uma delas tentar esquecer em parte as memórias da prestação europeia do ano transato) que o Benfica pode aproveitar algum favoritismo e uma dificuldade não tão elevada para "recuperar os velhos tempos europeus".
Estádio da Luz. Terça, 21 de agosto de 2018. 1ª mão do Playoff de acesso à Liga de Campeões. Receção ao PAOK depois de os gregos terem eliminado o Spartak de Moscovo na eliminatória anterior. Importante não sofrer.
O Benfica jogou contra um PAOK que outrotra já tinha eliminado bem recentemente. “Puxemos então a fita” um pouco atrás no tempo:
16 avos de final Liga Europa 2013/2014:
1ª mão - O Benfica deslocou-se à Grécia onde venceu por 1-0 com um golo de Lima num jogo bem equilibrado;
2ª mão - Benfica recebeu o PAOK com a vantagem mínima da primeira mão. O jogo ficou marcado pelo regresso de Katsouranis (pelo PAOK) ao Estádio da Luz. O Benfica venceu com três golos em 9 minutos na 2ª parte num jogo onde foi claramente superior
Um jogo tremendamente difícil na Grécia e outro onde fomos muito superiores ao adversário na Luz.
Ambiente da 1ª mão na Grécia 16 avos de final Liga Europa 2013/2014:
Vlachodimos, André Almeida, Jardel, Rúben Dias, Grimaldo, Fejsa, Gedson, Pizzi, Cervi, Zivkovic e Ferreyra. (Salvio na bancada por "indisposição")
O Benfica manteve (à semelhança dos últimos jogos) a intenção de criar e impôr o seu respeito no jogo como equipa favorita. Apesar de tudo, encontrou um PAOK semelhante ao Boavista de sábado. O PAOK apresentou uma pressão alta logo desde o início da partida e o Benfica não conseguiu impôr-se como desejava. Até marcou um golo bem cedo na partida mas Gedson encontrava-se em posição irregular e o árbitro assinalou bem o fora-de-jogo. Em pouco tempo o Benfica criou "um par" de oportunidades por intermédio de Pizzi, uma delas, à trave (depois de um belo 'chapéu'). Aos 44 minutos, depois de um passe rasteiro de Grimaldo para dentro de área, Gedson é empurrado pelas costas por Mauricio e o árbitro assinalou grande penalidade. Pizzi não falhou. 5ª continência da época.
Uma primeira parte totalmente dominada pelo Benfica. Um PAOK muito semelhante ao do Boavista cujo bloco acabou por ser baixo e defendeu como podia. Intervalo na partida.
Na segunda parte o Benfica entrou com tudo mais uma vez e até esteve perto de dilatar a vantagem aos 50 minutos. A partir daí entrou num rendimento decrescente. Deixou-se adormecer (mais uma vez)e aos 75 minutos o Benfica foi surpreendido após um cabeceamento de Varela à trave que ressaltou para Warda que rematou para dentro da baliza. De imediato Rui Vitória lançou João Félix e Seferovic a jogo. Os úlitmos 10 minutos foram um "acordar para a realidade" da equipa do Benfica. Ferreyra falhou um lance flagrante após um grande passe de João Félix, Seferovic falhou após um cruzamento de Gedson e João Félix no último lance da partida atirou muito perto do poste direito. Fim da partida com um empate com sabor a derrota. Um resultado que obrigará o Benfica a marcar na Grécia para se apurar no conjunto das duas mãos.
Estatísticamente falando:
Algumas notas:
O onze foi novamente o mesmo (como seria de esperar) do Bessa. Hoje, ficou bem clara alguma fadiga apresentada pelos jogadores (tinha avisado). E o que aí vem ainda... Sábado vai ser necessário o melhor onze de novo.
O Benfica estava a fazer o melhor jogo da época. Aliás fez a melhor hora de jogo da época. Um teste difícil onde conseguiu retirar temporariamente o PAOK do jogo. A última meia hora foi o que Rui Vitória já nos habituou. Falta de controlo do jogo.
Há uma certa altura em que Rui Vitória falha e é aí o ponto determinante desta partida. Para mim, aos 60-65 minutos, tem que retirar Cervi e colocar Alfa Semedo. Cervi mostrou mais garra e afinco que nos últimos jogos e até mesmo que Zivkovic mas, Zivkovic daria mais ao jogo naquele momento. O Benfica ganhava um meio campo mais defensivo e consciencializado. Tardou e depois teve que procurar o golo.
João Félix assim que entrou criou mais desequilíbrios que Cervi até agora nesta temporada. Rui, é preciso saber explorar isto!
Ferreyra continuou desaparecido da partida e teve poucas ações. Um ou dois lances que mereceram destaque mas nada "por aí além".
A ausência de Salvio fez-se notar com um jogo ingrato de Zivkovic. Ingrata também a ausência de Salvio quando parece recuperar a sua melhor forma.
O Benfica vai a Salonica sabendo que tem que lutar pela eliminatória. O Benfica é claramente mais forte que o PAOK. Não nos podemos nivelar com estas equipas de nível inferior. O Benfica tem jogadores com qualidade individual para golear o PAOK na Grécia na próxima semana, mesmo sabendo que estas equipas aproveitam o fator casa (forte) para fazerem golo. O próximo jogo será decisivo para o resto da época. É preciso mais da equipa quando está a ganhar e é preciso mais de Rui Vitória.
De 0 a 10:
Vlachodimos - 6
André Almeida - 6
Rúben Dias - 6
Jardel - 6,5
Grimaldo -6,5
Fejsa - 6,5
Gedson - 7
Pizzi - 7,5
Cervi - 7
Zivkovic - 6
Ferreyra - 5,5
Rafa - 6,5
João Félix - 6,5
Seferovic - 5,5
Estatísticas por: GoalPoint
É preciso mais Benfica, muito mais! Sábado há um jogo para vencer e se possível (beneficiando da má forma do adversário) golear.
Deslocação ao Bessa. Sábado, 18 de agosto de 2018. 2.ª jornada da Liga NOS. Deslocação ao Norte de Portugal para defrontar um Boavista que vinha de um resultado positivo. 3 pontos que eram essenciais.
O Benfica entrou num campo onde eram facilmente reconhecíveis dificuldades de anos transatos. “Puxemos então a fita” um pouco atrás no tempo:
Bessa 2017/18 - Provavelmente um dos jogos onde perdemos o Penta. O jogo que fez Bruno Varela perder o seu lugar por um determinado tempo. Derrota por 2-1 após reviravolta dos 'axadrezados'.
Bessa 2016/17 - Última jornada, jogo após a conquista do Tetra. Um jogo que pouco importou mas que nem o empate (aos 90’) escapou...
2015/2016 - Um dos jogos fulcrais que nos deu o Tri. Em qualquer Benfiquista estas palavras irão com certeza ecoar nos ouvidos: “Levanta Eliseu, a bola bombeada para a área, é para Carcela González, é para Jonas, atirou, golo!”
Últimos três jogos: uma vitória, um empate, uma derrota. Um dos campos “fora” difíceis. Um campo passível de perda de pontos, portanto. Todos aqueles Benfiquistas que se deslocaram ao Estádio do Bessa e ficaram naquele Topo Norte foram claramente audíveis e carimbaram a vitória muito antes de ela começar a ser jogada. Incansáveis!
O Benfica manteve a sua identidade e acabou por encontrar um adversário que numa fase inicial criou algum balanço no jogo (e até esteve perto de se colocar na frente do marcador primeiro). Com o avançar do tempo, pouco a pouco, foi dominando a partida. O Benfica ia criando lances de perigo através de alguns lances individuais criativos. Os ‘boavisteiros’ fixaram-se no seu meio campo por incapacidade de processos ofensivos. “Água mole em pedra dura tanto bate até que fura” e Ferreyra aos 34 minutos lá batalhou no meio de 2 jogadores para recuperar a bola e depois, com classe e dotado de frieza, acaba por colocar a bola em arco, fora do alcance do guarda redes, dentro da baliza. Um golo com um verdadeiro sentido de “finalmente”. Estava difícil a bola entrar e Ferreyra fazer um golo pelo Benfica. Um golo que como havia dito, poderá embalá-lo a “voos mais altos”.
Salvio poderia até ter dilatado a vantagem na cara do guarda redes aos 40 minutos mas acabou por sair apenas uma grande defesa de Helton. O jogo foi para intervalo com a vantagem mínima mas um domínio claramente encarnado.
Na segunda parte, o Benfica entrou melhor ainda e encontrou um Boavista adormecido. Era clara a vontade de alargar a vantagem. “Uma meia dúzia” de oportunidades logo nos primeiros 5 minutos da segunda parte mas nenhuma com sucesso. Entrada “a todo o gás”. Se na primeira parte o Benfica já havia dominado o jogo, na segunda, assumiu praticamente o controlo total da partida. Aos 62 minutos, Salvio “desenha” o segundo golo e Pizzi acaba por pintá-lo. 2-0 para o Benfica. Mais uma vez Salvio excelente: bem no corte, insistência e no passe atrasado para Pizzi.
4 minutos depois esteve perto o 3-0 depois de Cervi ter cruzado para a área e Talocha quase ter colocado a bola dentro da própria baliza. Valeu Helton Leite, mais uma de muitas defesas providenciais. Aos 70 minutos, Jorge Simão esgotava as substituições da equipa da casa enquanto que o Benfica não havia feito nenhuma substituição. Aos 81 minutos Salvio e Gedson já estavam fora da partida (a pensar já no jogo de terça feira) dando lugar a Zivković e Alfa Semedo. Aos 85 minutos, teve lugar o momento que mais tarde (não muito tarde) ou mais cedo teria que acontecer. Estreia de João Félix como sénior do Benfica em campo. Para a posterioridade: "Sai Cervi, entra João Félix".
Estava então lançado mais um produto "Caixa Futebol Campus”. Mais um “jovem” lançado por Rui Vitória. O jogo pouco ou nada deu até ao final da partida, apenas um lance em que Pizzi falhou isolado aos 90 minutos.
A partida terminou e o Benfica somou mais 3 pontos fulcrais na reconquista do campeonato nacional.
Estatísticamente falando:
Algumas notas:
Rui Vitória repete o seu onze sabendo que jogaremos 7 jogos em 22 dias. Talvez será altura para "rodar algumas peças"...
O jogo, para mim, em que o Benfica mais controlo do jogo teve até agora nesta época. Muito bem. Melhoria na 2ª parte após saída a vencer para o intervalo.
Grimaldo numa melhoria exibicional constante que é de se realçar. Contudo, não teve muito trabalho defensivo.
Uma pergunta pertinente que se coloca é: "Gedson aguentará com tanta falta até ao final do ano?". Deixo a resposta ao vosso critério.
Pizzi, o que dizer? 2 jogos, 4 golos. A continuar assim, teremos certamente um Pizzi moralizado e a progredir exibição após exibição. Será o regresso do 'Pizzi do Tetra'?
Salvio: o jogador amor-ódio dos adeptos. Mais um jogão. Como aqui escrevi na análise da 1ª jornada, Salvio poderá estar a recuperar o seu melhor momento no Benfica. Ontem, foi mais uma vez o 'melhor depois de Pizzi'. A continuar...
A ala esquerda continua a mostrar mais debilidades face à ala direita. A má forma de Cervi deverá ser tomada em conta. A rever...
Ferreyra finalmente fez o golo que estava "encalhado". Como havia dito também, rapidamente estará na lista de melhores marcadores, espero.
Tivémos um Benfica que melhorou nos seus comportamentos sem bola. Não foi uma vitória da "imponência" mas sim da consistência e trabalho sem bola.
19 horas de Portugal (21 horas locais em Istambul). O Benfica jogava então a 2.ª mão da pré-eliminatória de acesso à fase de grupos da Champions League frente ao Fenerbahçe. Um jogo num campo teoricamente difícil dada a massa adepta adversária. Ambiente ensurdecedor. Assim foi também contra o Besiktas o ano transato. O Benfica partia com a vantagem de um golo depois do jogo da 1.ª mão na semana passada na Luz.
Onze inicial
Tarefa difícil que poderia tornar-se acessível com um golo precoce no encontro. Mas isso, eram vontades coincidentes. O Benfica procurava resolver cedo a eliminatória (em caso de um golo forçaria o Fenerbahçe a marcar 3 golos) e o Fenerbahçe procurava empatar a eliminatória ou colocar-se na frente beneficiando do ambiente do fator casa. A verdade é que nisso, o Benfica esteve bem. Anulou a (a possível) pressão inicial da equipa turca e acabou por, aos poucos, ir tomando conta do jogo. Aos 26 minutos Salvio descobriu Castillo que tocou de primeira para Gedson que a dois toques colocou a bola dentro da baliza. Um golo que tranquilizava a eliminatória para o Benfica. 6 minutos depois, o mesmo Castillo que assistiu Gedson saía de campo com queixas físicas. Entrada a frio de Ferreyra no jogo. Os 19 minutos seguintes continuaram a ser maioritariamente dominados pelo Benfica. Mesmo assim, Vlachodimos teve também tempo para uma defesa espetacular. O jogo parecia bem encaminhado para o intervalo quando já em tempo de compensação a equipa turca empata a partida depois de um cabeceamento de Potuk. Ficou a sensação que Vlachodimos se atirou tardiamente. Intervalo, jogo empatado.
Festejos no golo de Gedson
Com 20 minutos de segunda parte, Phillip Cocu (treinador do Fenerbahçe) percebia que o tempo ia escasseando e fazia uma dupla substituição: o experiente Soldado e Alici iam a jogo. O Fenerbahçe começava a tomar conta do jogo dadas as necessidade de ambas as equipas. Rui Vitória por sua vez percebia a necessidade de reforçar o meio-campo e fazia entrar Alfa Semedo para o lugar de Salvio. Aos 79 minutos o Fenerbahçe esgotava as substituições com a entrada de Isla. 5 minutos de compensação na 2.ª parte e a equipa turca não conseguiu criar muito mais perigo. Rui Vitória ia lançar Zivković a jogo na intenção de “queimar tempo” mas o jogo não correu a favor do sérvio - a bola não saiu e não surgiu a oportunidade da substituição. No último lance do jogo André Almeida falhou um remate à entrada da área. Bola para fora, final da partida. Esta então ultrapassado o primeiro teste antes de entrar na fase de grupos da Champions League.
Algumas notas:
O Benfica da 1.ª parte é o Benfica que todos queremos ver. Consciente de que é melhor que o adversário, assumir o ritmo do jogo, criar oportunidades e tentar fazer golos com critério.
Na 2.ª parte voltámos a ser um Benfica adormecido e que se deixou adormecer à espera da eliminatória ficar de novo apertada. Mais uma vez realço a necessidade de saber controlar o jogo e não sofrer desnecessariamente. A diferença da primeira para a segunda parte do “à vontade” e da própria vontade de construir jogo é gritante.
Quanto ao nosso guarda-redes a cada jogo que passa percebemos que há um Vlachodimos mais seguro e confiante. Nos remates exteriores, zero erros a apontar. Deixou muitas notas positivas. Remates de difícil alcance e de excelente resposta. Contudo, no golo dos turcos existe um mau posicionamento de Vlachodimos no cruzamento (próximo do 1.º poste) que depois corrige com um ótimo ajuste ao centro da baliza, contudo, perde uma melhor reação ao cabeceamento devido a esse excesso da posição inicial (daí o tardar no seu lançamento para a bola). De resto, nada a apontar.
Castillo fez 26 minutos e diga-se que chegou para perceber que é ele quem realmente deve assumir o lugar de ponta de lança num 4-3-3. Foi segurando as transições ofensivas para a chegada de mais companheiros - ou sofria falta, ou tocava de frente para os companheiros. Quando não sofria falta assistia como fez para Gedson no golo, primeiro toque e com qualidade.
“Super Gedson” é mesmo o nome deste post. Que jogão fez o rapaz de 19 anos. Como referi aqui no último post, a sua disponibilidade física é incrível. O que corria este rapaz no início e fim de jogo. Sem dúvida um motor! Continuemos a apreciar enquanto os “tubarões” não vierem cá pescar. Mais uma noite brilhante. Homem do jogo.
Esperemos que no Bessa, Rui Vitória faça descansar algumas “peças” porque daqui a uma semana joga-se o playoff e a temporada só acaba em maio, ainda há muito pela frente. Rebentar já com alguns jogadores não é o que estamos a precisar.