quarta-feira, 15 de agosto de 2018

'Super Gedson' numa Turquia ruídosa

19 horas de Portugal (21 horas locais em Istambul). O Benfica jogava então a 2.ª mão da pré-eliminatória de acesso à fase de grupos da Champions League frente ao Fenerbahçe. Um jogo num campo teoricamente difícil dada a massa adepta adversária. Ambiente ensurdecedor. Assim foi também contra o Besiktas o ano transato. O Benfica partia com a vantagem de um golo depois do jogo da 1.ª mão na semana passada na Luz.

Onze inicial

Tarefa difícil que poderia tornar-se acessível com um golo precoce no encontro. Mas isso, eram vontades coincidentes. O Benfica procurava resolver cedo a eliminatória (em caso de um golo forçaria o Fenerbahçe a marcar 3 golos) e o Fenerbahçe procurava empatar a eliminatória ou colocar-se na frente beneficiando do ambiente do fator casa. A verdade é que nisso, o Benfica esteve bem. Anulou a (a possível) pressão inicial da equipa turca e acabou por, aos poucos, ir tomando conta do jogo. Aos 26 minutos Salvio descobriu Castillo que tocou de primeira para Gedson que a dois toques colocou a bola dentro da baliza. Um golo que tranquilizava a eliminatória para o Benfica. 6 minutos depois, o mesmo Castillo que assistiu Gedson saía de campo com queixas físicas. Entrada a frio de Ferreyra no jogo. Os 19 minutos seguintes continuaram a ser maioritariamente dominados pelo Benfica. Mesmo assim, Vlachodimos teve também tempo para uma defesa espetacular. O jogo parecia bem encaminhado para o intervalo quando já em tempo de compensação a equipa turca empata a partida depois de um cabeceamento de Potuk. Ficou a sensação que Vlachodimos se atirou tardiamente. Intervalo, jogo empatado.


Festejos no golo de Gedson

Com 20 minutos de segunda parte, Phillip Cocu (treinador do Fenerbahçe) percebia que o tempo ia escasseando e fazia uma dupla substituição: o experiente Soldado e Alici iam a jogo. O Fenerbahçe começava a tomar conta do jogo dadas as necessidade de ambas as equipas. Rui Vitória por sua vez percebia a necessidade de reforçar o meio-campo e fazia entrar Alfa Semedo para o lugar de Salvio. Aos 79 minutos o Fenerbahçe esgotava as substituições com a entrada de Isla. 5 minutos de compensação na 2.ª parte e a equipa turca não conseguiu criar muito mais perigo. Rui Vitória ia lançar Zivković a jogo na intenção de “queimar tempo” mas o jogo não correu a favor do sérvio - a bola não saiu e não surgiu a oportunidade da substituição. No último lance do jogo André Almeida falhou um remate à entrada da área. Bola para fora, final da partida. Esta então ultrapassado o primeiro teste antes de entrar na fase de grupos da Champions League. 







Algumas notas:
    • O Benfica da 1.ª parte é o Benfica que todos queremos ver. Consciente de que é melhor que o adversário, assumir o ritmo do jogo, criar oportunidades e tentar fazer golos com critério.
    • Na 2.ª parte voltámos a ser um Benfica adormecido e que se deixou adormecer à espera da eliminatória ficar de novo apertada. Mais uma vez realço a necessidade de saber controlar o jogo e não sofrer desnecessariamente. A diferença da primeira para a segunda parte do “à vontade” e da própria vontade de construir jogo é gritante.
    • Quanto ao nosso guarda-redes a cada jogo que passa percebemos que há um Vlachodimos mais seguro e confiante. Nos remates exteriores, zero erros a apontar. Deixou muitas notas positivas. Remates de difícil alcance e de excelente resposta. Contudo, no golo dos turcos existe um mau posicionamento de Vlachodimos no cruzamento (próximo do 1.º poste) que depois corrige com um ótimo ajuste ao centro da baliza, contudo, perde uma melhor reação ao cabeceamento devido a esse excesso da posição inicial (daí o tardar no seu lançamento para a bola). De resto, nada a apontar.
    • Castillo fez 26 minutos e diga-se que chegou para perceber que é ele quem realmente deve assumir o lugar de ponta de lança num 4-3-3. Foi segurando as transições ofensivas para a chegada de mais companheiros - ou sofria falta, ou tocava de frente para os companheiros. Quando não sofria falta assistia como fez para Gedson no golo, primeiro toque e com qualidade. 
    • “Super Gedson” é mesmo o nome deste post. Que jogão fez o rapaz de 19 anos. Como referi aqui no último post, a sua disponibilidade física é incrível. O que corria este rapaz no início e fim de jogo. Sem dúvida um motor! Continuemos a apreciar enquanto os “tubarões” não vierem cá pescar. Mais uma noite brilhante. Homem do jogo.
    • Esperemos que no Bessa, Rui Vitória faça descansar algumas “peças” porque daqui a uma semana joga-se o playoff e a temporada só acaba em maio, ainda há muito pela frente. Rebentar já com alguns jogadores não é o que estamos a precisar.

    De 0 a 10:
    • Vlachodimos - 7
    • André Almeida - 6
    • Rúben Dias - 6,5
    • Jardel - 6,5
    • Grimaldo - 6
    • Fejsa - 6,5
    • Pizzi - 6,5
    • Gedson - 8
    • Salvio - 6,5
    • Cervi - 5,5
    • Castillo - 6,5
    • Ferreyra - 6
    • Alfa Semedo - 6

    Ontem, hoje, amanhã e sempre, 

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    sábado, 11 de agosto de 2018

    Treme coração, treme...

    Desde já meu Benfica, perdoa-me o atrevimento de ter falhado o primeiro jogo da Renconquista. Que ousadia... Mas mais uma vez, prometo que o meu lugar ficou bem entregue. Devo confessar que senti aquele nervoso miudinho do início de campeonato, contudo, sempre a acreditar na conquista de mais um campeonato. Aliás, reconquista. Sejam então oficialmente bem-vindos à época 2018/19 da Liga NOS. Aliás, bem-vindos à época da reconquista.




    O relógio marcava 20 horas e 30 minutos do dia 10 de agosto. Início do jogo inaugural da Liga NOS 18/19. O Benfica entrava na Luz oficialmente pelo 2.º jogo consecutivo. Rui Vitória aproveitou a deixa do último jogo e acabou por ‘lançar’ o mesmo onze de quarta-feira. Havia uma atenuante: Rui Vitória só poderia contar com 2 pontas-de-lança - Seferović e Ferreyra - uma vez que Castillo teria que cumprir castigo pela expulsão no seu último jogo ao serviço do Pumas e a saída/permanência de Jonas continuava iminente. João Félix e Lema acabariam por ser os 2 jogadores do lote dos 20 convocados que iriam ver o jogo da bancada.




     A mesma equipa e o mesmo objetivo: marcar muito e cedo. Assim foi, aos 10 minutos depois de uma arrancada “estonteante” de Gedson pela ala direita a bola sobrou para Pizzi que com o pé esquerdo colocou a bola no “canto do lobo”. Estava feito o primeiro golo da partida e do campeonato. 5 minutos depois, Ferreyra teria a oportunidade de aumentar a vantagem através de uma grande penalidade que acabaria por desperdiçar. O caudal ofensivo do Benfica manteve-se e à passagem da meia hora de jogo acabaria por surgir mesmo o golo, mais uma vez por Pizzi. Depois de uma perfeita sintonia na ala direita entre Salvio e André Almeida, no limite, Pizzi encostou a bola para o fundo das redes bisando assim na partida. Sem tirar o pé do acelerador e como “não há duas sem três”, desta feita na ala esquerda, Grimaldo fez um passe para o centro, Ferreyra simulou o toque e a bola ficou à mercê de Pizzi que desta vez com o pé direito faria o seu hat-trick em apenas 38 minutos. Que primeira parte para o transmontano e para o Benfica!
    Com o jogo praticamente controlado, Rui Vitória colocava os olhos no jogo de terça-feira na Turquia. Preparava-se para fazer descansar algumas “pedras importantes”. O Benfica foi baixando a intensidade do jogo e acabou por deixar o Guimarães criar mais situações de perigo. O que, aos 76 minutos, acabaria por levar mesmo o Guimarães ao golo por intermédio de André André (já com Cervi e Fejsa no banco de suplentes). A tendência acabaria por manter-se e 5 minutos depois o que parecia seguro tornava-se perigoso quando o (ex-Benfica) Celis reduzia a vantagem para um golo. A equipa apercebeu-se disso e acabou por conseguir segurar a vantagem até ao final da partida. Chegou para o susto...



    Algumas notas:
    • Gostei pessoalmente de ver este Benfica a entrar mais uma vez com cabeça e maturidade suficiente de um “grande” ao perceber que tem obrigações logo desde cedo: fazer golos.
    • É bem perceptível que Vlachodimos será o nosso guarda redes titular depois de mais uma exibição positiva, resta saber, o que acontecerá a Bruno Varela depois de o seu nome nem ser apresentado na convocatória dos dois últimos jogos. O titular da época passada fica assim com o 3.º lugar da baliza do Benfica esta época e por sua vez Svilar ocupará o lugar de suplente pelo 2.º ano consecutivo. A não haver nenhuma proposta pelo português, a direção terá que organizar corretamente a baliza do Benfica através de um empréstimo de Svilar e a alternância de Bruno Varela e Vlachodimos (sendo que o grego será o titular) tendo em conta o que são aspetos óbvios: idade e potencial.
    • A excelente exibição de Pizzi poderá trazê-lo de volta psicologicamente ao que foi o Pizzi de 16/17 e fazer esquecer o Pizzi do ano passado. É sempre importante um bom começo. É ser constante.
    • É cada vez mais incrível observar a presença de Gedson em campo. Totalmente um motor. Seja aos 5 ou aos 90 minutos, Gedson, estará de corpo e alma onde for preciso estar. Uma disponibilidade física que espera-se que perdure até ao final da época. Mais uma boa exibição.
    • A importância de Fejsa na partida fez-se notar ontem também. O sérvio que muitas vezes acaba por ser discreto por ser um jogador que desfaz os erros dos colegas, ontem, após a sua saída, o Benfica sentiu a sua falta. Alfa Semedo, apesar da exibição positiva mostrou alguns erros táticos que podem ser consolidados. A experiência e a leitura de jogo de Fejsa poderão ajudar à evolução de Alfa Semedo nos treinos. É a partir de aí que Alfa poderá começar a traçar o seu caminho para um definitivo ‘suplente de Fejsa’ que o levará a aspirar a uma titularidade mais tarde.
    • Salvio poderá estar a voltar à sua melhor forma numa altura em que se esperava uma venda. Os últimos dois jogos do argentino mostraram uma forma que poderá fazer garantir a sua titularidade.
    • Mais uma vez Facundo Ferreyra teve uma exibição abaixo do esperado depois de ter feito um remate em 90 minutos e de ter falhado a oportunidade de converter uma grande penalidade. Nota-se o tardar do argentino em ‘engatar’ no Benfica, contudo, acho que o modelo tático (4-3-3) não o favorece. Creio que poderá beneficiar de uma dupla com Jonas (caso fique) ou Castillo (caso Jonas não fique). O 4-4-2 traria-lhe mais benefícios... Pessoalmente, espero ver o nome do argentino constar o mais rapidamente na lista de melhores marcadores dada a sua importância salarial e a boa época no Shakthar no ano transato.
    • Ficou também mais uma vez óbvia a dificuldade Rui Vitória no controlo emocional da equipa quando sofre golos. O ano passado sofremos bastante com isto. A equipa ao sofrer golos por vezes perdia o norte e o maior exemplo disso foi o jogo na Suíça (contra o Basileia). Mas tudo isto começa quando a equipa está a ganhar e baixa a intensidade do jogo. Deixa o adversário tomar conta do jogo. O Benfica tem que saber impôr um domínio precoce no jogo e depois saber “pôr gelo”. Saber estar a vencer, baixar a intensidade e controlar na mesma. É um aspeto a melhorar com alguma urgência para evitar alguns sustos ao longo da época como o de hoje. 
    De 0 a 10:
    • Vlachodimos - 6,5
    • Grimaldo - 7,5
    • Jardel - 7
    • Rúben Dias - 6,5
    • André Almeida - 7,5
    • Fejsa - 7
    • Gedson - 7
    • Pizzi - 9,5
    • Cervi - 7,5
    • Salvio - 8
    • Ferreyra - 6
    • Zivković - 6
    • Alfa Semedo - 6
    • Rafa - 6

    Queria deixar também uma nota para uma iniciativa que tem tomado conta das redes sociais e tem mostrado o quão grande é o Benfica e os benfiquistas. Ontem, na Luz, contámos com 55 mil espectadores numa altura em que muitos “RedPass’s estão de férias” fora de Lisboa (o meu caso). A iniciativa “#ZeroLugaresVazios”, que foi posta em marcha nas redes sociais, visa a partilha dos RedPass’s (uma vez que os mesmos são transmissíveis de forma digital e pessoal) com o intuito de evitar exatamente lugares vazios. Parabéns a todos os benfiquistas que contribuíram para isso. Que a iniciativa se mantenha até ao final do ano e que o Benfica lhe dê mais visibilidade oficialmente para que, brevemente, possamos atingir a média de 55 mil por jogo na Luz.




    Posto isto, cá estamos nós, mais um ano, os eternos apaixonados que ano após ano, a vencer ou a perder, a sofrer ou não, estarão cá sempre presentes. A lutar por um ideal forte: o de te ver vencer. 

    Ontem, hoje, amanhã e sempre, 
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    sexta-feira, 3 de agosto de 2018

    Jonas, obrigado e de nada!


    Fomos hoje confrontados com a notícia da saída de Jonas para a Arábia. E é verdade. Provavelmente o nosso melhor jogador no século XXI a seguir a Aimar. Os dois melhores '10' deste século. Dois '10' que foram muito bem honrados. Um jogador que realmente foi importante enquanto cá esteve e os números falam por si: 152 jogos e 122 golos. Um média de 0,8 golos por jogo para um avançado que chegou ao Benfica a 12 de setembro de 2014 com 30 anos, em final de carreira, diziam. Reparemos então no "Jonas pré-Benfica" e "Jonas Benfica".

    Pré-Benfica: Jonas iniciou a carreira como sénior em 2005 ao serviço do Guarani (2ª divisão brasileira) onde fez 26 jogos e 12 golos. Depois de uma boa estreia seguiu para o Santos com apenas 22 anos. Corria a época de 2006/2007, começava a dar os primeiros passos enquanto profissional. Entre Paulista, Libertadores e Brasileirão, acabou por fazer 37 jogos e 10 golos. Contudo teve uma lesão e consequente cirurgia ao joelho que o afastou por mais de 6 meses (voltou em 2007). Depois desta época, Jonas era reserva do Santos. Em 2007 assinava pelo Grémio. Titular até final de 2007. Em 2008 com a chegada de reforços acabou por se tornar suplente. Entrava em poucos jogos, era um suplente pouco suplente. Na imprensa era criticado por "falta de força física". 15 jogos, 3 golos. Terminado esse ano mudou-se para o Portuguesa (empréstimo). Aí destacou-se com 10 golos em 25 jogos. No regresso pós-empréstimo, já no Grémio, acabou por se destacar  fazendo em duas épocas 116 jogos e 69 golos. Chegou a ser considerado "o pior avançado do mundo" pelo MundoDeportivo (jornal espanhol) em 2009 devido a sucessivas perdas claras de golo num jogo da Libertadores.

    MundoDeportivo

     A temporada de 2010 tinha sido então a melhor de sempre de Jonas tendo sido o melhor marcador com 40 golos (igualado com Neymar). Em 2011, devido a uma baixa cláusula de rescisão (pouco mais de 1 milhão), o Valência trouxe o avançado brasileiro pela primeira vez para a Europa. Em quatro épocas acabou por fazer 156 jogos e 51 golos. Uma média de 39 jogos por época. No final de 2013/14, Jonas era dispensado do Valência depois de uma época de 10 golos em 40 jogos. Terminava a era "Jonas pré-Benfica" com 375 jogos e 161 golos - 0,42 golos/jogo.

    Jonas Benfica: Era chegado então o dia 12 de setembro e o "jogador livre" assinava por 2 anos por um Benfica campeão depois de um jejum de 3 anos. Uma temporada de um Jonas renascido com 35 jogos e 31 golos (Bota de ouro para Ronaldo com 40 golos) . Na época de 2015/2016 a continuação de um pé afinado com 36 em 48 jogos que conduziu o Benfica ao tricampeonato. Em duas épocas, só Jonas era o autor de mais de 29% dos golos. Em 2016/17 viria a contrair 5 lesões que lhe fariam perder 25 jogos! Seria então a época com menos jogos e golos desde a sua chegada - 28 jogos, 18 golos. Mesmo assim, o Benfica sagrava-se tetracampeão. Na última época Jonas fez a melhor média de golos por jogo - 37 golos em 41 jogos (0,90 golos/jogo) - o melhor marcador das ligas europeias mesmo apesar de ter perdido 5 jogos devido a problemas nas costas.


    Jonas pré-Benfica: 

    • 375 jogos e 161 golos. 
    Troféus/prémios: Bicampeão Paulista, Campeonato Gaúcho, Taça Fernando Carvalho, 4x Troféu Naranja, Troféu Cidade de Valladolid e Taça Emirates. Melhor Marcador Brasileirão (2010)

    Jonas Benfica: 

    • 152 jogos e 122 golos.
    Troféus/prémios: Tricampeão Liga NOS, Taça de Portugal, Bicampeão Taça da Liga, Bicampeão Supertaça Cândido de Oliveira e Algarve Cup. Melhor Marcador Liga NOS (2015/16 e 2017/18) e Taça de Portugal (2014/15).


    Após o resumo da carreira de Jonas dividida num "Pré Benfica" e "Benfica" concluímos que em 3 anos Jonas fez quase tanto como nos restantes 12 da sua carreira. É verdade que muito do sucesso do Benfica nestes últimos três anos se deveu a Jonas, mas, o renascer psicológico e futebolístico de Jonas deveu-se a quem o acompanhou e a quem o treinou no Sport Lisboa e Benfica desde 2014 até 2018. Hoje, Jonas é visto de forma diferente na Europa e no Mundo. A passagem pelo Valência de pouco ou nada serviu para provar o seu valor. No Benfica, em 4 épocas de Champions, Jonas fez 10 golos e em 4 épocas de muitos clássicos e 'derbys', Jonas somou apenas 2 golos frente a cada um dos rivais (ambos de penalty). Devido a muitos problemas físicos neste momento e uma vontade de sucessivas renovações (talvez até não forçadas pelo próprio) é tempo de colocar um ponto final na sua "era" e agradecer. Um agradecimento mútuo.
    Pessoalmente, defendo a sua saída porque já previa uma época de sub-rendimento face aos anos anteriores. Nenhum jogador é eternamente bom. Jonas irá cumprir agora os últimos anos da sua carreira com uma folha salarial bastante elevada, algo que nem de perto nem de longe o Benfica conseguiria sustentar. É penoso, mas algum dia isto teria inevitavelmente que acontecer.

    Jonas, obrigado e de nada!

    Até Sempre Génio!


    sexta-feira, 27 de julho de 2018

    Alfa sem medo

    Foto: 'Record'

    Alfa Semedo foi um dos poucos jogadores que recentemente chegou e que tem agradado a Rui Vitória. Pouco mais de meia hora frente ao Napredak, pouco mais de 15 minutos contra o Setúbal, 20 minutos contra o Sevilha e 25 minutos contra o Dortmund no último jogo. Nos jogos já realizados pelo Benfica nesta pré-época, Alfa Semedo jogou em todos. O jovem guineense que retornou este verão ao Benfica proveniente do Moreirense através de uma cláusula de recompra de 2 milhões tem sido destaque entre as caras novas.
    Vamos então perceber o verdadeiro papel de Alfa Semedo no plano tático nos jogos frente ao Sevilha e Dortmund:


    • Num vídeo elaborado pelo blogue "LateralEsquerdo", vemos o que foi o jogo de Alfa Semedo a "6" no primeiro teste difícil da época num 4-3-3.

    • Contra o Dortmund, num vídeo produzido pela "A Mística Gloriosa", percebemos então o jogo de Alfa Semedo num 4-4-2 onde há uma alternância entre a posição "6" e "8" dada a presença em simultâneo de Samaris em campo.


    Ficam então algumas dúvidas que poderão ser desfeitas no próximo jogo de cariz mais elevado frente à Juventus quanto ao que realmente Alfa pode vir a dar e onde irá alinhar. Como "6" revela algumas deficiências/dificuldades posicionais em determinados momentos do jogo. Por enquanto, parece-me um "8" mais facilmente adaptável a "6" do que Samaris. Para já, boas indicações de Alfa Semedo. Esperemos para ver mais nesta pré-época.



    sábado, 7 de julho de 2018

    A comédia da Liga "Profissional" NOS

    Hoje à noite foi realizado o sorteio do calendário da Liga NOS para a época de 2018/19. Qual não foi o espanto de quem assistia a esse mesmo sorteio aquando do número retirado da 5ª bola. O papel apresentava-se "do avesso".


    Em vez de um "6" foi lido um "9".

    Pior que isso só a narração das bolas e potes por Miguel Prates.

    O vídeo com a palhaçada do sorteio aqui:


    quarta-feira, 4 de julho de 2018

    Urge uma resposta!

    Luisão no treino de ontem


    É sem duvida uma das grandes “dúvidas” no plantel para a nova temporada a continuidade de Luisão e Eliseu no Sport Lisboa e Benfica. Como é sabido os seus contratos terminavam a 30 de junho do presente ano.

    Luisão no treino de hoje


    Quanto a Eliseu, parece mais que óbvia a sua saída dada a sua ausência nos treinos efetuados e até hoje - 6.º dia desta nova época - não ter havido nenhuma palavra sobre o mesmo (o que também é de lamentar).
    Quanto a Luisão, parece que fará parte do plantel para a nova época. Assim, há realmente que fazer uma introspecção. Quais os benefícios que Luisão ainda poderá trazer/dar ao Benfica, com 37 anos numa horrível forma física e numa posição onde neste momento há mais 5 jogadores para além dele?

    Resumindo: 
    • Primeiro, o Benfica terá que informar a todos os sócios e simpatizantes (que julgo terem o direito ao acesso das informações contratuais - não de forma pormenorizada - de todos os jogadores do clube) qual a situação de Luisão no clube;
    • Terá também que ser bem repensada a continuidade de Luisão em função dos benefícios que trará desportivamente ao clube;
    • O Benfica terá que, em caso de permanência, reduzir o salário de Luisão pois será algo incomportável de acordo com o seu dispôr físico e tempo que virá a jogar. Um peso grande e desnecessário nas contas da SAD.
    É sabido que é o elemento mais antigo do plantel no clube e que assumiu um grande compromisso com o clube, contudo, há sempre a altura do “adeus”. Quantos não foram os que ainda há bem pouco tempo deixaram os seus clubes onde estavam presentes há mais de uma década? Foi sem dúvida uma peça fundamental nos 17 títulos que conquistou pelo Benfica mas é “a hora”.

    terça-feira, 3 de julho de 2018

    Emprestados aqui e ali...

    Estamos a caminho da nova época e continuam a haver alguns aspetos que merecem destaque na equipa do Benfica. Um deles, é a quantidade de jogadores emprestados pelo Sport Lisboa e Benfica. Na última conferência de imprensa onde Luís Filipe Vieira marcou presença, foi dito que "(...) poderá sim, de certeza absoluta, o Benfica em princípio, deixar de emprestar jogadores [em Portugal] excepto os jogadores da sua formação".

    O ano passado (17/18) em setembro, eram estes os nossos jogadores emprestados:



    Uma vez abordado o tema dos empréstimos gostaria de deixar claro alguns (os mais importantes) jogadores que o Benfica adquiriu e que têm sido emprestados ou que se encontram na condição de 'indefinidos';

    • Ponck
    • Lisandro López
    • Reinildo
    • Matheus Leal
    • Patrick Vieira
    • Mato Milos
    • Pawel Dawidowicz
    • Thabo Cele
    • Erdal Rakip
    • Pedro Nuno
    • Dálcio
    • Adel Taraabt
    • Óscar Benítez
    • Salvador Agra
    • Jhon Murillo
    • Saponjic


    Estes, são apenas 16 dos 32 jogadores que se encontram na condição de 'indefinidos' nos quadros do Sport Lisboa e Benfica. Está mais do que na hora de começar a deixar de fazer certas contratações de jogadores que não estão (no momento da contratação) e que certamente não estarão ao nível do Sport Lisboa e Benfica. Até porque, é mais que óbvio que estas contratações causam dúvidas aos olhos de todos e nada têm de úteis. Depois, sem espaço na equipa, surge a dificuldade em emprestar todos eles. Uns por falta de qualidade/forma (ex: Taraabt), outros por falta de vontade (ex:Pedro Pereira). Esperemos então que segundo a hipótese colocada em cima da mesa por LFV, seja posta em plano já no próximo ano e que se dêem por terminadas algumas contratações que em nada são relevantes ou benéficas ao clube.  Hoje João Teixeira foi vendido ao Chaves e será menos um jogador "a mais". Esperemos que, outros tantos sigam o seu caminho...